super-visão em Terapia Floral!

Grupo de Supervisão nos Florais da California (FES)-Recife

O Homem e o Vegetal na visão Antroposófica

A natureza verde e o homem são seres profundamente interligados. As forças cósmicas agem em ambos com a mesma intensidade, definindo a condição de que a planta é um ser aberto ao cosmos, e portanto, regido por ele em todas os seus fenômenos; já o homem, na sua primeira respiração durante o nascimento, trás essas forças cósmicas para dentro de si, configurando uma condição individual que Paracelsus chamou de microcosmo.

O movimento ascendente da planta em sua verticalidade, assemelha-se ao homem no milagre de ficar de pé e com isso ter como propósito de vida construir sua trajetória em busca do si mesmo, e/ou, vivificar plenamente a presença do seu ser espiritual.

O órgão básico da planta é a folha. Goethe no seu trabalho sobre a metamorfose da planta, dizia que no vegetal “tudo é folha “, e é através dela que principia a relação mais evidente entre o homem e o vegetal. Na Antroposofia, o lugar da folha corresponde ao sistema rítmico, ocupado pelo coração e pulmões. Local de muitas identificações na forma, a folha com sua nervura central e laterais, assemelha-se a grade costal, com seus espaçamentos regulares e coluna vertebral dando suporte a verticalidade. Os processos de fotossíntese, realizados na folha, resultam na clorofila, cuja molécula é uma imagem em espelho da molécula da hemoglobina. Da mesma maneira, a folha encontra-se equilibrando duas extremidades polares que são a raiz e a flor. Nosso sistema rítmico (coração e pulmão) também encontra-se entre duas regiões polares do corpo: a cabeça (polo neuro-sensorial) e o abdôme (polo metabólico/locomotor), ou dizendo de outra forma, o polo do pensar e o polo da vontade.

Quando o homem introjeta as forças cósmicas durante seu nascimento e as ancora nos órgãos, também carrega para dentro de si a presença dos reinos da natureza. Então, na constituição de seu corpo está o reino mineral; nas forças formativas de desenvolvimento está o reino vegetal, representado pelos fluidos do corpo; o reino animal, nas forças astrais anímicas, representadas pelo elemento aéreo e das emoções; e uma quarta força, exclusiva do homem, ancorada nas forças do calor, que é o desenvolvimento da consciência ,ou do EU espiritual.

Na Terapia Floral, a família botânica das Labiadas, é aquela de maior representatividade desta presença do fogo. Aqui, os processos de calor não se restringem a flor, mas invadem toda a planta, tendo como resultado a produção dos óleos essenciais. Portanto, são essências de grande atuação quando busca-se vivificar a consciência no corpo físico; sacralizar o corpo e reconhecê-lo com expressão da presença espiritual; permitir que os processos de calor permeiem o corpo no sentido de conceder prontidão para a atividade mental e criativa.

A familia Labiadas é representada no sitema da California pela Basil, Green Bells of Ireland, Hyssop, Lavender, Mountain Pennyroyal, Peppermint, Rosemary, Sage, e Self Heal.

O sistema da Califórnia vai encontrar na Antroposofia sua maior contribuição no entendimento aprofundado da ciência espiritual que ancora o trabalho com as essências florais.

Há fortes indícios da presença de Dr. Bach na única conferência que Steiner fez em Londres, e certamente, que estes versos de Steiner são profundamente inspiradores para todos os terapeutas florais.

“Vós espíritos sanadores

vós vos unis

`a benção sulfúrica do perfume eterico.

Vós vos vivificais

no elevar-se do mercúrio

na gota de orvalho

no que cresce

no que será.

Vós vos deteis

no sal terrestre

que no solo

alimenta a raiz.”

Rudolf Steiner

Tereza Guimarães

Medicina Homeopatica/ Terapia Floral/ Kinesiologia

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