A Saúde Mental e o casulo da lagartinha...

Estamos no ano de 2020, e sobre o planeta se abateu a maior pandemia de nosso século. Estávamos seguros e distraídos, vivendo no planeta como se fôssemos “o Criador”, e passamos em instantes `a “criatura”, reféns de um inimigo invisível e duramente fatal...COVID, ou seria COEUR VIDE (coração vazio em francês) ????


Esse fato, será o responsável pela maior observação sobre Saúde Mental do nosso século ou até jamais realizada. Não é guerra, não há bombas nem tiros, mas há emboscadas. Há mortes inesperadas, mutilações, medo intenso, terror e negação. Há risos perversos e banalização da morte, há descrença, falta de perspectivas futuras, descrédito na reconstrução, e destruição de projetos de uma vida inteira. Há Trauma!


O termo transtorno de estresse pós- traumático (TEPT) surgiu com a guerra do Vietnã, que reeditou a história bíblica da luta entre os irmãos Caim e Abel, pois o conflito em sua origem ocorreu entre irmãos, os vietnamitas do norte e os vietnamitas do sul.

O TEPT origina-se em modos de enfrentamentos e experiências de vida onde a paz não encontra lugar para existir. Segundo William Bento (teórico da Psicologia Antroposófica), toda pessoa traumatizada está sem morada, sua alma vive num lugar transitório, habita um abismo, e só a sobrevivência importa. Assim, a condição do pensar, sentir e agir estão estacionadas, e o corpo de sentimentos e sensações, essa pele psíquica que foi construída ao longo da vida, apresenta uma ruptura.




Os futuros cuidados `a saúde mental das pessoas deverá mover-se em duas direções: em direção ao passado, onde as experiências vividas serão descongeladas pela ação do calor da consciência e reconhecimento pleno dos fatos vividos, e pela prospecção de futuro, resgatando o movimento criativo e intuitivo da alma humana. Essa tarefa exige acolhimento e resgate dos registros maternos de amor e cuidados, além do reconhecimento da Grande Mãe, essa força nutridora que ora se apresenta sob símbolos religiosos, ora como a própria Terra (Gaia), ora na força vital do Deva das flores, como a Splendid Mariposa Lily:


“a capacidade de reconhecer todos os seres humanos como filhos de uma só mãe-consciência, que não abandona seus filhos aos traumas da existência”(Richard Katz/PatriciaKaminsky)


Dr.Bach no capítulo II do Cura-te a ti Mesmo diz que é tarefa daqueles que praticam a cura favorecer o “ conhecimento do sofrimento,... e a maneira como este pode ser erradicado a fim de se restituir a saúde e a alegria “...

Saúde e Alegria.


A definição da OMS sobre saúde não cita a palavra alegria, e sim bem-estar. São conceitos bem diversos, visto que são independentes. Certa ocasião li num livro infantil, sobre uma lagartinha que tecia um casulo. Os outros animais do lugar estavam impressionados com a determinação da lagarta em realizar aquela tarefa, e lhe foram perguntar porque ela fazia aquilo. Ela respondeu-lhes: -não sei... mas, só sei que devo fazê-lo!

Foi desta maneira, como a tarefa da lagartinha, que surgiram muitos dos sistemas de essências florais no mundo, e entre eles, o sistema da Califórnia. Esses remédios estavam sendo preparados para amparar os grandes processos de metamorfose oriundos da era hippie dos anos 60/70, e assim ancorar a Alegria e a Espiritualidade genuínas, e necessárias ao cumprimento do propósito da existência.


Falar em saúde mental sob a ótica da terapia floral é romper conceitos estancados, diagnósticos e prognósticos, e ver o ato de viver como um processo dinâmico e interrelacionado; é exaltar de forma inclusiva, a soberania da pessoa enquanto um ser social.

A terapia floral é uma prática integrativa promotora de consciência, portanto, algo que busca promover na vida do individuo uma coerência global, permitindo-lhe ressignificação de valores, a busca das melhores ações para viver o mundo e a conservação da força de realização de um propósito de vida.

Não é o: “ qual seu sofrimento? “

Mas: “ do que você necessita? ”

Pois, o reconhecimento dessas necessidades, desloca a intenção do sofrimento, para a polaridade da resolução, força, alegria e paz. Portanto, produz movimento, meta-morfose,... assim como a lagartinha, que na escuridão de seu casulo preparava-se para realizar-se como o vôo mais colorido de uma borboleta!!


Tereza Guimarães

Julho/2020

Pandemia de coronavirus/ Brasil



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